PRESSIONE AGORA PELO DIREITO DE PARTICIPAÇÃO!
Prefeitura regional da Sé quer restringir apenas a moradores e proprietários de imóveis na Paulista a participação nas decisões que envolvem o futuro da Paulista Aberta
#aPaulistaAbertaÉdaCidade
Dois anos depois de nossa vitória inicial, a Paulista Aberta continua um sucesso! Mais de 100 mil pessoas, em média, a frequentam por dia nos domingos e feriados quando a via fica restrita ao trânsito de veículos motorizados para desfrute das pessoas. Gente de todos os cantos da cidade vem para aproveitar o espaço.
Mas, na visão da prefeitura, apenas pessoas que moram ou possuem um imóvel na via têm direito a participar do Conselho Gestor Local que será criado para garantir o bom funcionamento do programa Ruas Abertas da Avenida Paulista.
No dia 21 de março, a prefeitura Regional da Sé lançou um edital para a criação do conselho dizendo que tanto as candidaturas quanto a votação  serão  restritas apenas a “moradores e proprietários de imóveis situados na Avenida Paulista e travessas limitadas a confluência com as Ruas Cincinato Braga; São Carlos do Pinhal; Luís Coelho; Alameda Santos; Rua da Consolação”.
Conselho Gestor Local é bom, mas só quando é inclusivo e diverso! Um conselho sem diversidade e sem representatividade das pessoas presentes no espaço não tem legitimidade para definir as reais necessidades da Paulista Aberta. A rua é um espaço democrático e é preciso pensar de forma coletiva, olhando sempre para as diferenças e conflitos, buscando a construção e manutenção constante da convivência na cidade.
Pressione agora o prefeito regional da Sé, Eduardo Odloak, pela inclusão de outros atores que compõem a Paulista Aberta!

Pressione o prefeito regional da Sé por mais diversidade no Conselho Gestor da Paulista Aberta

Quem você vai pressionar (2 alvos)

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pessoas se mobilizaram por uma Paulista Aberta para todos

CONSEGUIMOS A PAULISTA ABERTA! A Paulista Aberta foi uma grande conquista da sociedade civil, que aconteceu através da mobilização de coletivos, ONGs e cidadãos paulistanos. Desde 2014, a Minha Sampa, junto com várias organizações, se mobilizou pela abertura da Avenida Paulista para pedestres aos domingos e feriados.
A vitória veio e não poderia ter sido maior e melhor. Em junho de 2016, foi publicado o decreto do prefeito Fernando Haddad, criando oficialmente a #PaulistaAberta e o Programa Ruas Abertas que promovem a aberturas de ruas aos domingos e feriados para as pessoas.
Nada disso teria sido possível sem a participação de milhares de pessoas e organizações, que embarcaram em nossa campanha de mobilização pela abertura da Paulista desde 2014, quando a proposta parecia um sonho improvável da SampaPé e a Minha Sampa e uma parcela grande da população ainda repetia os falsos mitos que circulavam sobre a inviabilidade da ideia.
Hoje fica claro que não só conquistamos mais um espaço de lazer e convivência para São Paulo, mas fizemos dela uma cidade muito mais humana, aberta, plural, compartilhada e gostosa de se viver. E tudo isso por meio da participação ativa de seus cidadãos, pressionando e influenciando o poder público a agir de acordo com os nossos desejos e anseios.
Para melhorar, mais uma grande novidade. Hoje também foi criado um comitê de avaliação, melhorias e participação do Programa Ruas Abertas que inclui membros da Minha Sampa, SampaPé, Cidade Ativa e Bike Anjo. A proposta principal é incluir você - cidadão e cidadã - em consultas participativas, reuniões e articulações para avaliar e ampliar o programa para as 5 regiões da cidade.
Aos poucos, a São Paulo dos espaços fechados vai ficando pra trás. Estamos reivindicando os espaços públicos de volta às pessoas. Nossa cidade não precisa mais ser cinza, fria, poluída e feita somente para o trabalho. Podemos voltar a nos olhar nos olhos, nos reencontrar e acreditar que o sonho de uma cidade melhor é possível. \o/

A MOBILIZAÇÃO PELA #PAULISTAABERTA

A criação de um novo espaço de lazer e convivência, no coração da cidade de São Paulo, começou em agosto de 2014, quando o movimento SampaPé! criou uma campanha na plataforma Panela de Pressão, da Rede Minha Sampa, que possibilitou a todos aqueles que também eram a favor da abertura da Paulista para as pessoas mostrarem para as autoridades seu posicionamento.

Junto à campanha online, passamos também a ocupar em alguns domingos uma calçada da Avenida Paulista com atividades lúdicas que promoviam a nossa causa. Acompanhados de inúmeros movimentos como Bike Anjo, Cidade Ativa, Mobilize, Virada Sustentável, Banco com Encosto, Acupuntura Urbana, Conexão Cultural, Bike Café, Ping Point, entre outros, aumentamos ainda mais a pressão, chamamos a atenção da mídia e conseguimos agendar reuniões com o governo municipal para que fossemos ouvidos.

O prefeito Haddad, que, a princípio, se mostrou reticente em relação à proposta, com o tempo, foi convencido pela pressão popular e decidiu promover eventos testes.

No domingo, 28 de agosto de 2015, quase um ano após o início da nossa campanha, durante a inauguração da ciclofaixa da Paulista - outra grande conquista de São Paulo - a Avenida Paulista foi aberta pela primeira vez exclusivamente para as pessoas, quando o secretário municipal de Transportes pôde realizar os últimos estudos sobre o impacto e a as alternativas para o trânsito na região.

Resultado: o convencimento definitivo por parte da prefeitura de que essa política pública deveria ser perpetuada e ampliada, através da criação do programa Ruas Abertas.




O DEBATE PÚBLICO

A campanha, mais do que apenas pressionar os agentes governamentais, gerou um grande debate público acerca da possibilidade de fechamento de avenidas para carros e abertura para os pedestres.

Não foram poucos os obstáculos a serem superados para alcançarmos essa conquista. São Paulo é uma cidade que, há tempos, privilegia os automóveis. Propor a abertura de uma das avenidas mais importantes da cidade para pedestres, skatistas, ciclistas e todo o tipo de pessoas foi uma ação ousada, e que incomodou muita gente.

Em pesquisa feita pela ONG Cidade Ativa com pedestres na Avenida Paulista nos dias 28 de junho, 05, 15 e 18 de julho, 88% das pessoas se mostraram a favor da abertura da via para as pessoas aos domingos.

Na gestão de Marta Suplicy o projeto Domingo na Paulista já transformava a via em área de lazer. Esta ação contou com 76% de aprovação da população e chegou a reunir 35 mil pessoas, mas foi interrompida no início da gestão Serra.

Ao longo do ano de 2014 a sociedade civil, através de ocupações e estratégias de pressão, retomou o pleito de usar a via como espaço de lazer aos domingos e pressionar a gestão municipal, nomeadamente, o secretário de transportes Jilmar Tatto e o prefeito Fernando Haddad.


Juntos podemos fazer uma São Paulo melhor!

                    

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